Sociedade de Cultura e Educação Musical
Principal
Temporada 2009
Galeria de imagens
Notícias
Sobre a SOCEM
Histórico
Assinaturas
Doações
Seja um Parceiro
Patrocine Concertos
Fale Conosco
Histórico

SOCEM - SOCIEDADE DE CULTURA E EDUCAÇÃO MUSICAL
DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

(por Mery Aidar Bassi)

Como surgiu?

 

Éramos uns poucos remanescentes do Monday Madrigal, do CTA, discípulos do Prof. Gustave Rabson do ITA. Fomos convidados a integrar um novo grupo musical que estava se formando (O Monday Madrigal havia se encerrado pois o Prof. Rabson voltara para os EUA, sua terra). Esse novo grupo ainda sem nome, era patrocinado pelo recém criado CONSELHO MUNICIPAL DE CULTURA, da Prefeitura de São José dos Campos, cujo prefeito era o saudoso Sr. Elmano Veloso.

 

Em que ano foi isso? - 1968.

 

Quem presidia o Conselho Municipal de cultura? - O Professor Luiz Gonzaga Guimarães Pinheiro.

 

Sob a égide do C.M.C. a cidade de São José dos Campos começou a apresentar programas musicais clássicos,  com artistas  renomados de São Paulo, Rio de Janeiro e até do exterior. Os próprios artistas convidados nessa época nos diziam ser muito agradável se apresentar em  São José dos Campos, pois a cidade era conhecida como a cidade da música.

 

Em 1969, o Professor Luiz Gonzaga, através do C.M.C., juntamente com  a Comissão Estadual de Música,  conseguiu trazer de Nova York, o NEW YORK PRO MUSICA, importante grupo de música antiga, fundado pelo maestro Noah Greenberg e regido pelo maestro John Reeves White.  A apresentação foi no auditório do ITA, que estava literalmente lotado. Posso dizer que foi um dos espetáculos que ficou para sempre na história musical da cidade.

 

 Denominação do Grupo

        

Foi feita uma pesquisa entre os componentes  e cada um deveria apresentar uma sugestão de nome para batizar o conjunto.

 

Vencedora do Nome

 

Para minha alegria, a sugestão que apresentei, MADRIGAL MUSICAVIVA, nome de um grupo, que, segundo a Enciclopédia Britânica, existiu na Idade Média, foi o escolhido e eu, por esse motivo, sempre me considerei a "madrinha" do conjunto.

 

Primeiro regente do Madrigal

 

Foi convidado para reger o grupo o Maestro Walter Lourenção, de São Paulo, que permaneceu cerca de dois anos trabalhando para o Conselho Municipal de Cultura, à frente do Madrigal Músicaviva. Após esse tempo, o Conselho Municipal de Cultura foi desativado, tendo assumido a prefeitura o Sr. Sérgio Sobral de Oliveira que não manteve o grupo musical e nem tampouco a contratação do maestro.

 

 

SOCEM

 

Alguns componentes do Madrigal Músicaviva já tinham cogitado a possibilidade de faltar o apoio municipal e tinham estabelecido um plano B, emergencial, pois sabiam que o total patrocínio da prefeitura para a manutenção de um coral era "bom demais para durar". O plano B era a idéia de formar uma sociedade de amigos da música, a SOCEM -Sociedade de Cultura e Educação Musical de São José dos Campos, da

  



 

qual faziam parte todos os integrantes  do madrigal (pagávamos uma mensalidade para cantar) e pessoas da comunidade que nos apoiavam não só comparecendo às nossas reuniões e  concertos, mas também nos ajudando financeiramente para que pudéssemos fazer face ao compromisso assumido com o maestro.

Gestão do Maestro Walter Lourenção

 

O Maestro Walter Lourenção permaneceu regendo o Madrigal Musicaviva de 1968 a 1980, portanto cerca de 12 anos. Transformou o grupo amador num grupo "fanático" amador. Nesse tempo o trabalho do regente e do seu grupo floresceu. Além do repertório executado pelo Madrigal, a SOCEM conseguia trazer para São José dos Campos, conjuntos e solistas importantes, nacionais e internacionais, como por exemplo a cravista francesa Huguette Dreifus, o Conjunto de Câmara de Montevidéu, regido pela Maestrina Sara Herrera, o grupo Solistas de São Paulo, o Coral do Chile regido por Waldo Aranguez e tantos outros.

 

Por sua vez o Madrigal Musicaviva se sobressaia, apresentando um repertório substancial e bem elaborado, como por exemplo: dois concertos com o violonista alemão Siegfried Beherend, apresentando o "Romancero Gitano" de Castelnuovo Tedesco, sob a regência de Walter Lourenção "Gloria" de Vivaldi no Teatro Municipal de Sào Paulo, no Auditório do MASP e no Auditório da TV Globo no Rio de Janeiro.  Duas apresentações do "Dixit Dominus" de Vivaldi, com  duas orquestras, dois coros e solistas, no Teatro Municipal de Sào Paulo, sempre com a regência  do Maestro Lourenção. “Missa em Si” de Schubert no Teatro de Cultura Artística, em Sào Paulo, desta vez sob a regência do Maestro Eleazar de Carvalho.  Dez apresentações do "Festino" de Banchieri, encenadas com o grupo vestindo figurinos da época medieval, acompanhadas de instrumentos antigos, no Auditório do MASP em São Paulo e na antiga Sala Veloso (hoje demolida) em São José dos Campos, "Oratório de Natal" de Bach com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, no Palácio do Governo  e no Teatro de Cultura Artística, sempre sob a regência do nosso Maestro Lourenção.

 

Em 1972, alguns participantes do Madrigal Musicaviva foram convidados a integrar o "Coral do Brasil" que juntamente com o Coral da "Casa de Dante" (Instituto Ítalo- Brasileiro), viajou pela Europa em turnê, tendo se apresentado em 5 países, com um repertório de músicas brasileiras, do barroco ao moderno, tendo inclusive se apresentado em uma audição para o Papa Paulo VI,  no Vaticano. Cantou também a "Missa Diligite", do Maestro Camargo Guarnieri, numa Igreja de São Paulo,  regida  pelo próprio Maestro Guarnieri.

 

Em 1975 recebeu o Prêmio da APCA de melhor Conjunto Coral.

 

Após a saída do Maestro Lourenção, outros regentes assumiram a liderança do Madrigal Musicaviva. Vamos Nomea-los

 

·      1968 a 1980 - Maestro Walter Lourenção

·      1981- Maestrina Naomi Munakata 

·      1982 a 1983 - Maestro Juan Serrano

·      1984 - Maestro Marco Antônio da Silva Ramos

·      1985 a agosto de 1988 - Maestrina Ana Yara Campos

·     1988 - Em agosto - Maestrina Micky Segre

·     1989 - Maestro Alessandro Zilahi

·      1990 a 1991 - Maestro Luiz Marchetti

·      1982 a 1984 - Maestro Marcos Júlio Sergl

·      1985 a 1987 - Maestrina Nancy Bueno

·      1998 - Maestro Sidney Costa

·      1999 a Agosto de 2000 - Maestro Joaquim Paulo do Espírito Santo.

Em agosto de 2000 o Madrigal Musicaviva encerrou suas atividades, tendo trabalhado ativamente durante 31 anos.

 

A SOCEM, que surgiu principalmente pela necessidade de dar continuidade ao Madrigal Musicaviva, continua em atividade, mantendo viva a expressão musical erudita na cidade de São José dos Campos, por meio da organização de concertos, recitais, cursos, master- classes e saraus, além do estímulo ao canto coral através do apoio ao grupo VOCALIS.

 

O Madrigal Musicaviva, por ter sido o pioneiro na Cidade, não foi uma escola só para nós participantes, mas eu diria que fez escola, estimulando a formação de outros grupos corais, com a participação de um ou outro elemento do velho Musicaviva. Nele não aprendemos somente a ler partituras, estudávamos as peças musicais, a pronuncia das línguas estrangeiras das musicas apresentadas, para cantá-las corretamente, (Até o Hino Nacional Japonês cantamos numa Sociedade Japonesa de São Paulo, e fomos cumprimentados pela nossa pronuncia), teoria musical, preparação da voz, e não só isso, aprendemos também a importância da disciplina, da assiduidade e pontualidade, e o mais fundamental: a importância do trabalho em conjunto, do espírito de grupo. Aprendemos a conviver com todos os nossos companheiros, trabalhando para um único objetivo: conseguir executar, o que muitas vezes aconteceu, primorosamente, o repertório ensaiado.

 

Um dos mais perfeitos trabalhos em equipe sem falar nas equipes esportivas, é aquele que se desenvolve num grupo musical. Um participante depende crucialmente do outro, e todos de olhos pregados no maestro, dependendo crucialmente de sua liderança, para uma execução sem deslizes e sem desafinação. A comunicação no momento da apresentação é sem palavras, o grupo responde ao seu líder através dos seus olhos, dos seus gestos e da sua linguagem corporal. Cada um precisa fazer a sua parte sem querer aparecer mais do que o outro, a não ser que seja solista. Um trabalho perfeito de equipe que tem sua magia quando todos os olhares dos cantores se voltam para o maestro, e todos os olhos e ouvidos da platéia se voltam para os cantores. Acho que essa é a razão porque o Canto Coral é tão fascinante.

 

Boa Sorte e Vida longa para a SOCEM.

 

S.J.C. 26/03/2008


10001000110000001000100011001100110011001100000010101010110011001000100010101010101010101111111110101010111100001111111110000000
Principal | Temporada 2009 | Galeria de imagens | Notícias | Sobre a SOCEM